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Algodão colorido no salão Smart Creation

Algodão Colorido da Paraíba é única matéria-prima sustentável do Brasil no Salão Smart Creation

A Première Vision Paris é a maior feira de moda do mundo. Como a moda é hoje a terceira indústria mais poluente, atrás apenas da indústria do petróleo e a de automóveis, está tentando se reinventar através da sustentabilidade.

Com este foco, a feira realizada na capital francesa, de 17 a 19 de setembro no Centro de Exposições Villepinte criou o salão Smart Creation para que as empresas inovadoras apresentassem soluções recursos e em matérias-primas disponíveis para uso imediato do setor.

Entre os 50 expositores reunidos no Smart Creation, havia o estande com o algodão colorido orgânico produzido no Brasil. O algodão colorido é um produto agroecológico. A pluma já nasce com cores que vão do bege ao marrom em cultura sem uso de defensivos químicos, ou seja, não polui o solo nem prejudica os trabalhadores.

O algodão colorido orgânico foi desenvolvido por entidade pública cuja sede com foco em algodão está na Paraíba, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Algodão. A semente já existia na natureza, mas não gerava um fio longo o necessário para ser tecido na indústria. Foram duas décadas de cruzamento natural (sem alteração do DNA) com outro algodão também proveniente da Paraíba para chegar ao fio disponível hoje.

No estande que representou o Brasil no salão Smart Creation estavam a Ecosimple , de São Paulo, e a Natural Cotton Color e a Unitex Textil , da Paraíba. As empresas apresentaram tecidos variados com o uso da matéria-prima ecológica. Além de malhas, moletons e tecidos planos feitos com 100% de algodão colorido orgânico, o estande apresentou o Denim – muito

usado na indústria da moda para fazer o jeans. Entre os tecidos mistos, foram exibidos o algodão com elastano e o jacquard com o poliéster biodegradável.

O algodão colorido usado nas empresas é plantado na Paraíba em assentamentos rurais. A cultura é realizada com contrato de compra garantida e o valor pago por quilo da pluma é o maior do país. Atualmente, todo o assentamento Margarida Maria Alves, em Juarez Távora, no sertão da Paraíba, está produzindo para uma empresa também local, a Santa Luzia Redes e Decoração que trabalha com redes, mantas, almofadas, entre outros produtos têxteis para a casa. A empresa também apresentou o algodão colorido em Paris, durante a Paris Design Week, no evento Maison & Object.

A revolução do algodão colorido tem como base o baixo consumo de água. Como a plantação não é irrigada e o fio dispensa tingimentos, a economia de água comparada a outro produto similar da indústria é de 87,5%. Como nasce em local de baixo índice de chuvas – a região do semiárido – é esta colheita que garante a sustentabilidade dos agricultores que mesmo sem água conseguem obter recursos para outras necessidades.

 Importante ressaltar que, durante a seca, a terra não permite cultura de alimentos. O Brasil se orgulha de ter este produto especial. O algodão colorido natural e orgânico da Paraíba é sustentável porque é ambientalmente correto, economicamente viável e socialmente justo



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