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Congresso Têxtil – ABIT 2019 “O fim das fronteiras: da criação ao consumo”

Em outubro de 2019 haverá nova edição do Congresso Internacional Abit com temas de interesse dos mais diferentes segmentos relativos à ampla cadeia de produção e distribuição do setor têxtil e de confecção do Brasil e do mundo. A 4ª edição que acontecerá dias 22 e 23 será realizada durante o Minas Trend, em Belo Horizonte, um evento que mistura semana de moda e plataforma de negócios.

“A tecnologia vem ganhando cada vez mais importância em nosso setor e modificando os limites tradicionais que existiam entre produção, consumo, serviços e criação, com o protagonismo cada vez maior dos consumidores”, destaca Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção – ABIT, realizadora do evento.

O tema do Congresso deste ano é “Fim das fronteiras: da criação ao consumo”.

“O futuro da indústria: quebrando barreiras e ampliando fronteiras”; “Da expectativa de demanda ao sob demanda”; “Sustentabilidade 360, da criação ao consumo/descarte”; e “A comunicação na era digital”, estes são alguns dos painéis constantes da programação.

O debate do setor textil é sobre a integração e distribuição ao consumidor, a digitização e os novos modelos de negócios, sustentabilidade, compliance e muito mais. Um termo interessante que faz parte da pauta é a a servitização da industria.  Um exemplo brasileiro de servitização é a oferta de água tratada feita pela Brastemp. Ao invés de fornecer os purificadores, a empresa vende uma assinatura e, em troca de pagamentos mensais, o cliente recebe o equipamento instalado e todos os serviços de manutenção e substituição necessários. Como seria isso na indústria têxtil? O evento parece imperdível.

No congresso, a pauta do consumo consciente ganha cada vez mais força em função das novas formas de comunicação entre as marcas e os mercados e os potenciais compradores, explorando as ferramentas digitais. 

“As pessoas cada vez mais querem conhecer a origem dos produtos que estão adquirindo e quão sustentáveis eles são em todas as suas vertentes. Para a indústria têxtil e de confecção, é fundamental ser protagonista desse movimento, sobretudo pela importância do tema para a geração de emprego e renda em nosso país”, afirma Pimentel.

Palestra sobre a importância da biodiversidade brasileira para o desenvolvimento de novas fibras para o crescimento do país

Durante um dos primeiros paineis do Congresso Internacional Abit, o Expo Minas recebe especialistas para debater “A transformação através dos materiais”. O painel realizado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), aborda a temática dos fios e fibras capazes de integrar propriedades e funcionalidades e inovar neste setor.

Paulo Coutinho, Gerente do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos é palestrante do Congresso

Entre os palestrantes, Paulo Coutinho, gerente do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos, do Senai Cetiqt, destaca a biodiversidade brasileira como base para o desenvolvimento de novas fibras naturais, artificiais e sintéticas.

Evento Internacional de tecnologia têxtil acontece no Brasil em outubro de 2019
Congresso ABIT edição 2018

Para ele, isso pode trazer vantagens e um diferencial competitivo para as empresas brasileiras no mercado global. “É importante avaliar essa vantagem proporcionada pela diversidade brasileira, identificando o que deveria ser mais trabalhado no país — considerando as reservas, materiais e aplicações que poderiam ser direcionados”, diz.

As maiores tendências mundiais que englobam o tema são as fibras sintéticas e as novas funcionalidades que podem vir com o avanço tecnológico aplicado a elas, partindo de uma visão sustentável. Para Coutinho, o uso das fibras funcionalizadas vai além do setor têxtil: ele pode beneficiar a agricultura, energia, construção civil e até mesmo a indústria automobilística. “Você vai desenvolvendo materiais a partir de fibras para dar características e funcionalidades totalmente novas a diferentes aplicações”, explica. As fibras funcionais já existem e têm tecnologias de controle da temperatura corporal, que repelem mosquitos, de maior resistência e até mesmo as que não pegam fogo. “Temos fibras em gel, utilizadas em estádios e em alguns edifícios e já se fala no uso para a coleta de energia, seja por vibração ou solar”.

O Brasil têm boa atuação em pesquisa em fibras naturais, mas não nas sintéticas e funcionalizadas. Coutinho indica que o Brasil ainda precisa evoluir bastante, investindo recursos e buscando cada vez mais o desenvolvimento sustentável.

Quer saber mais sobre o assunto? Inscreva-se e assista ao painel 1 do Congresso Internacional Abit.

E para conferir a programação completa clique aqui

O Congresso é idealizado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção – ABIT com a parceria estratégica do Senai Cetiqt. O Minas Trend é idealizado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG).



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