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Jardins de chuva diminuem a poluição urbana e evitam alagamentos

O jardim de chuva tem como função ampliar a permeabilidade do solo retendo as águas pluviais. O espaço, ocupado com gramíneas e plantas perenes, deve coletar água da calçada, da rua ou até mesmo do telhado de uma casa. Esta intervenção evita que a água escoe rapidamente pelo chão indo direto para os rios. O objetivo é drenar esta água de forma mais lenta. Trata-se de uma maneira econômica e estética de reduzir poluição e evitar alagamentos.

Os jardins de chuva também ajudam a reduzir o acúmulo de toxinas que são lançados nos esgotos e nos rios. Isso porque eles agem como filtro de tratamento em um processo eficaz e gratuito já que os poluentes são capturados pelas plantas. Estes agentes ficam presos no solo e ali se decompõem.

Os contaminantes que os jardins de chuva ajudam a reter podem incluir material orgânico como resíduos de animais e derramamentos de óleo, além de material inorgânico como metais pesados ​​e nutrientes de fertilizantes.

Confira alguns projetos sobre jardins de chuva realizados em grandes centros urbanos

Estados Unidos – Em Nova York tem mais de 70% de superfície impermeável. A solução para evitar enchentes durante as tempestades foi a criação de 9.000 jardins que drenam a água das vias evitando alagamentos.

A cidade de Portland, no Oregon, criou o programa Clean River Rewards para incentivar os moradores a desconectar as calhas de chuva do sistema de esgoto e criar jardins de chuva em seus terrenos. Para isso, promove oficinas e dá descontos nas contas de água e esgoto.
Em Nova Jersey, o Programa de Recursos Hídricos da Cooperativa de Rutgers já instalou mais de 125 jardins de chuva em áreas urbanas e suburbanas para ajudar a evitar inundações, transbordamentos de esgoto e para melhorar a qualidade da água. O Programa também produziu um manual de jardim de chuva em colaboração com a Sociedade de Plantas Nativas de Nova Jersey para distribuir à população.

Austrália – Em Melborne, um programa incentivou as pessoas a construírem jardins de chuva em casa. O objetivo foi o de conscientizar os cidadãos sobre como a boa gestão das águas pluviais contribui para as hidrovias mais limpas e saudáveis.

Em Sydney, 154 canteiros verdes foram construídos para melhorar os índices de poluição. As águas pluviais carregam toneladas de partículas poluentes emitidas pelos carros que são filtrados por estes jardins de chuva. Além disso, 50% do lixo sólido também fica preso em grades evitando chegar aos rios. 

China – A Universidade de Tecnologia de Xi’an construiu um jardim de chuva que foi estudado por mais de 4 anos. Após 28 grandes tempestades, o jardim conseguiu reter a chuva da maioria delas. Apenas cinco tempestades causaram o transbordamento do jardim de chuva. Como resultado, foi elaborado o programa “cidade das esponjas” para controlar as inundações urbanas no País. Este programa inclui, além de jardins de chuva, telhados verdes, pântanos e superfícies mais permeáveis para diminuir a retenção de águas pluviais.

Brasil – Em São Paulo, uma cidade que sofre muitos alagamentos, está prevista a construção de 2.700 m² de jardins de chuva. Atualmente, de 60% a 70% da água da chuva vai para os quatro grandes rios da cidade: Tietê, Pinheiros, Tamanduateí e Aricanduva. Para resolver o problema, o ideal é que apenas 25% escorresse para os rios. O projeto está em andamento, no entanto, de acordo com especialistas não soluciona este problema urbano. A cidade precisa, por exemplo, investir em parques lineares com ampliação de áreas verdes nas margens dos rios. Ao recuperar estas áreas, estará aumentando a capacidade de absorção de água, entre outras ações integradas.

O principal desafio do projeto de jardins de chuva é prever os tipos de poluentes e as cargas aceitáveis ​​de poluentes que o sistema de filtragem pode processar. Os projetistas de jardins de chuva concentram-se em encontrar plantas nativas robustas para este fim.

Certas espécies de plantas são muito eficazes no armazenamento de nutrientes minerais, que são liberados somente quando a planta morre e decai. Outras espécies podem absorver contaminantes de metais pesados. Cortar completamente essas plantas no final do ciclo de crescimento remove completamente esses contaminantes. Esse processo de limpeza de solos poluídos e águas pluviais é chamado de fitorremediação.

Veja aqui um projeto de jardim de chuva.
http://solucoesparacidades.com.br/wp-content/uploads/2013/04/AF_Jardins-de-Chuva-online.pdf

Crédito foto capa
https://www.c-ville.com/rain-gardens-lovely-way-protect-planet/

Foto jardim de chuva Oregon e Portland – EUA
https://www.opb.org/news/article/portland-oregon-environmental-agency-audit-green-streets/



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